Jornalista português: o estágio como ingresso na profissão

O caminho mais direto para se tornar um jornalista, em Portugal, é cursar uma universidade de comunicação social com licenciatura em jornalismo. No fim do período de aulas, o estudante realiza um estágio obrigatório na profissão, que garante sua ingressão no mercado de trabalho.

Diferentemente do Brasil, onde atualmente o diploma é obrigatório para a função, em Portugal os caminhos são outros.. As leis que regulamentam o cargo de jornalista não apontam a formação acadêmica como essencial para exercer o cargo. O estudante deve cursar a universidade, “para contribuir para a maior qualidade no exercício do jornalismo”, segundo a lei.

No entanto, estritamente, o que determina o passaporte à profissão é a realização de um estágio com um jornalista credenciado pelo órgão governamental. Independentemente se o estágio venha como complementação da universidade.

Caso uma pessoa não formada queira exercer a profissão, a lei permite que um curso de estágio de apenas 2 meses, anterior ao estágio obrigatório, cumpra as exigência de capacitação para se tornar um jornalista. A lei constitucional diz que estes cursos de estágio são “instrumento complementar de formação para candidatos sem habilitações académicas na área da comunicação social ou sem a adequada formação profissional neste domínio”.

Então, afinal, de que servem os 4 anos de faculdade que uma pessoa se submete para aprender os ofícios do jornalismo? Segundo uma matéria do Meio & Mensagem, aqueles que realizam a faculdade tem maiores chances de se perpetuarem no mercado.

No entanto, um estudo da revista indica que o número de jornalistas com carteira assinada está diminuindo, enquanto cresce rapidamente o número de estagiários em empresas jornalísticas. Isso indica que, em muitos casos, o papel do jornalista está sendo executado por um estagiário. Estudantes, preparem-se!